quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A flor


Para Lara Cervasio

De tantas flores raras
Tão vastas e tão caras
Toda sorte de pétalas
Hão de se deixar encontrar

Mas nenhuma é tão linda
Vistosa e glamurosa
Quanto aquela do seu sorriso
Quando sua flor pode me encontrar.

Me perdoe, linda rosa
Por pouco tempo e rara prosa
Sei que pouco de minhas horas
Tenho podido lhe dedicar.

Mas saiba, tão formosa
Que mesmo na distância tão penosa
O coração deste poeta
Junto ao seu não cessa em estar.

E em breve, tão honrosa
Em abraços-versos, prosa
Nossa amizade tão bonita
Poderemos celebrar..

Sinto sua falta.

Carlos Diego Muniz.

domingo, 24 de junho de 2018

À deriva

Um estado lírico
Dilacerado
Como que em partes desencontrado.

Aquele que falta
Aquele que sente falta
Que não faz falta
Que queria falta fazer .

Amar é um mistério .
Des-amar é  queda de império .
Esconder amor é um critério.

Não sei o que dizer do amor que dói
Apenas que a dor corrói
Mais que a tristeza do não saber
Mais do que a negativa,
mais do que o não querer.

E hoje ponho meu coração à deriva, a se esconder....

Carlos Diego dos Santos Muniz.

E esse não precisa de foto.

domingo, 3 de dezembro de 2017

A terceira nuvem


E chove por sobre mim...

Não é a primeira chuva
Mas dói, latente e difusa
que sequer como explicar hei de saber.

É uma trilha para os dias de sol
A chuva-dor que antecede o arrebol
Da noite em que meu peito cessará de arder.

Não dobro meus joelhos à dor
Ergo meu peito, encho-me de amor
E sigo a cada gota d'água enfrentar.

Que seja breve esta água turva
E como a dor difusa, tão profunda chuva
Não demores a passar.

Para o advento dos primeiros raios de sol...

Carlos Diego dos Santos Muniz.


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Escrito numa segunda-feira ensolarada.

sábado, 15 de abril de 2017

Sensório Memorial



I- O pintor

Nas mãos, linhas
Linhas em vão
Aquilo que pinto
Ao pintar, pois, habito
Em restos de tinta em seco chão.

II-  À musa

Sou criador, és criatura
Sensório e memorial
Compositor e partitura
Abstrata arte residual.

O que te conto da minha arte senhora e desigual?

Sou morte, sou música
Sou pintura desigual
És vida, és surda
Meu quadro conceitual.

O que te mostro de minha arte sem hora e factual?

És a musa nua e crua
Em pele rubra tecidual
Sou a sombra obscura
Da pintura habitual

O que te escondo em minha arte desnuda e radical?
Sou cadáver, és minha musa.
És divina, sou marginal
Sou pintor, és a pintura
Da memória sensorial.

A que te remeto em minha arte cruel e magistral?


III- O Juiz

Verba interficere!

O advento da musa cor
Da memória, triste sabor
Na arte profana, um trovador
A ti jamais há de haver louvor!

Verba Moriatur!

Da tua arte, há um senhor.
Da tua memória, um detentor.
Teu riso torto, escarnecedor.
Exiba teu rosto, não vá se opor!

IV- O corpo

Nas mãos tintas
Pintou em vão.
O que criou
Ao terminar, pois, desencarnou
Do pintor e de sua musa
restou apenas uma alusão:

"Sangue rubro em forma de tinta
Espalhado em seco chão..."


Carlos Diego dos Santos Muniz.


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Weird, to ligado!
Eu e minhas esquisitices.
Espero que, quem possa ler, goste.

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre.

D.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Lapidem Via



Pego a estrada
Com minha sacola de pedras rachadas
Colhidas de hora em hora
Partida e chegada
Assim como a dor dentro de mim...

Coleciono impérios
O sentimento solidificado em metafórico minério
Vivido de hora em hora
Sorridente e sério
Assim como a solidão dentro de mim...

Costuro retalhos
De pedra em pano, sentimento em frangalhos
Em linhas de hora em hora
Manequim e espantalho
Assim como a vitrine dentro de mim...

Pinto Quadros
Exibo-os na estrada de desérticos naufrágios
Em pincéis de hora em hora
Concreto e abstrato
Assim como a mancha que se fez em mim...

Encontro um espelho desconexo
Vejo pedras, retalhos, quadros desfeitos, meu reflexo
Polido de hora em hora
Quebrado e perplexo
Assim como cacos despedaçados dentro de mim...

Sigo a estrada
Redescubro meu viver em meio ao nada
Reaprendo de hora em hora
Sem temer a madrugada
Sorrindo lembranças mantidas dentro de mim...

E abro os braços ao destino que há de vir...

Carlos Diego dos Santos Muniz

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Penitência

Deram as mãos
As mãos soltaram
O menino e o velho
Separados voltavam.

O menino em farrapos
O velho em traços
Soltos e unidos a seguir seus passos
Um seguindo o  outro em bons e maus tratos.

Soprava o vento como a areia da praia
O menino no escuro sua brisa escutava
E o senhor,  de costas com experiência cantava
“Que a tentação impetuosa não o distraia”

O senhor observou o menino a caminhar
Invisível nos poros que podia tocar.
O menino insistia novamente em errar.
E o velho sorria contente ao lembrar.

Despiu-se de sua camisa na chuva o senhor.
Olhava no espelho o menino indolor
Suas cicatrizes reais no espelho não via
O menino insistia em machucar-se em agonia.

A estrada a frente, então seguia
O menino nu e inocente de seu passado fugia
Nada da vida este receptáculo em branco conhecia
Corria um idoso de cicatriz tão vazia.

Encontrou a si mesmo no dia fatal
Tentou impedir o menino da fuga letal.
Esbofeteou-se em piedade e crueldade, aflição
Encontrou-se prostrado como um mar de seco chão.

Já era nada.
Já era uma cicatriz da madrugada.
Chorou em seco chão.
Chorou inerte na multidão.

Voltou o menino.
Deu a si uma rosa.
Selou o destino.
Em tristeza honrosa.

Deram as mãos.
Duas mãos ataram.
Passado e Presente.
Nunca mais voltaram...

Carlos Diego dos Santos Muniz

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Farpas

"Não "

Toque o passado como a ti convém
Marque seu retrato que, como a mim, mantém.
Traga-me tua sorte como minha virtude
Entregue tua virtude como minha morte.

"Sim"

Teus olhos marcam o que da sofreguidão restou
Da sorte mortal da vida um intenso desamor.
E quando tua sombra cobre o passado que sonhou
Minha cabeça ponho aos pés de todo o vil torpor.

"Talvez"

Tuas pálpebras ainda me recordassem uma triste manhã
Feito o espectro da tua traição que em mim encarnou
Escarnecida no vento que meu cabelo acariciou
E sua voz que lembra a virtude anciã.

"Não"

Teus vícios não mais doem como bastardas dores
Tuas palavras já não mais causam tristeza como suas cores
Tuas imersas dívidas não mais imitam realidades em desamores
E tuas janelas não mais estão abertas como teus rumores.

"Mas, sim"

Caso tentes mirar meus olhos, tuas pálpebras secarão
Caso tentes sorrir em minhas mágoas, há de parar teu coração
Caso encontres minha na estrada, teus passos cessarão
Caso encontres minhas mágoas, teus pulmões se afogarão.

"E, não"

Nada sinto além do desprezo pelos teus dias.
E a tristeza provinda de tuas alegrias.
Mas com isso posso lidar em ousadias.
Faço de cada uma de minhas palavras artes de tragicomia.


Até que não haja mais pedaços de ti...

Carlos Diego dos Santos Muniz.

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domingo, 6 de julho de 2014

A canção do mar

Pedia-te
"Não deixe-me à deriva"

Parecia ela uma musa do mar
À deriva de seu próprio barco a naufragar
Quem era?
Quem poderia ser?

Pedia ao som das águas, seu arfar
Seu tom cor-de-vento cinza a lacrimar
E a música da musa, a mulher acalentar.

Como se fosse da tempestade sereia
Clara como seca areia
Era ela a musa da tempestade alheia
E seu capitão ela poderia levar a naufragar

Pedia-lhe
"Não deixe-me naufragar..."

Via o vento como sua pele a encontrar
E a tripulação a sua beleza invejar
Era a musa do vento do mar
E seus sentimentos marujos da vida no oceano
Deixavam medo e vento a lutar.

Até que seu capitão voltasse.
De um mergulho num oceano novo sem fim.
A mulher, a musa, a rainha-sereia a chorar.
Observando a areia do tempo nas águas a passar
Entendendo que o mar era então seu eterno lar de cor marfim...

Pediu-lhe
"Não me deixes afogar.."

Mas o silêncio das águas foi tudo o que a cercou.
E tornou-se a eterna poesia singular daquele imenso mar...

Carlos Diego dos Santos Muniz

domingo, 6 de abril de 2014

Côrte ao verso - Parte I

Puseram-no ao centro
Todas as vozes
Falando ao Eco
Da alma o assombro desperto.

Faziam do pobre o comum
Num prostíbulo literário absorto e senil
Das palavras trágicas a insensatas
O esterco da poesia servil.
Ao ouvir o coral aclamar:

"PARVO"

Ao som de parvo
Ressoava o bravo
E o poeta debutava o aclamar.

Palavras em vão
Vento puro literário como água em seco chão
E o poeta agonizava no ardor de sua mansão
Ao ouvir o coral aclamar:

"INSÂNIA"

O desespero
Da poesia a falta do medo
E a ousadia dos abutres a gritar:

"DESVARIO"

Tratava-se se de um puro, trivial trovador
A aclamar poesias em desatino,desespero e ardor.
Ouvindo vozes-reflexos de seus pensamentos
Da retórica-poesia atirado ao centro
E ouvindo vozes cafetinas da língua ao relento
Deitava-se, nu, prostrado ao seu intento
E ouvia o coral de abutres a conclamar:

"FRÍVOLO"

Amargura ansiava pelo fim
Dos versos incertos e incestuosos arfando em si
A nudez de sua pele a gritar
A vingança por vil momento a pulsar
Sujo pela alma que doía a lacrimar
Saía de si o grito que na alma deveria pulsar
E seu grito maior que a alma, aos abutres direcionar
E demônios expulsar
Enquanto sua única voz ressoava às faces a observar:

"Tolos, todos vós
Frios e servis
À vingança da poesia suja da minh'alma clara há de vir
No advento de tua desgraça, minha poesia há de persistir
E, no que me desnudam, hoje, hei de arrastá-los a não existir"

E, por uma eternidade efêmera, houve silêncio na sala"

Continua...


Carlos Diego dos Santos Muniz.

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E ae, o que acham?

Bjos.



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ermo Status

Há caminhos e partidas
Chegadas e despedidas
Quando à vista do horizonte
Um mar de almas torna-se seca fonte.

Seres são acompanhados solitários
Numa escolha intermitente de interação
Enquanto humanos tornam-se decepções iminentes
Desumanos repõem sutil e inerte relação.

E ainda que se construa muros
Mas deixe portas abertas
Não há razão para que se separem mundos
E o outro no um provoque descoberta.

"Ame o próximo como a ti mesmo"
-Disse Deus num remoto passado.
Odeie o outro como amas a ti mesmo
Vive o homem em seu presente disfarçado.

Do passado um humilde retrato
De mentiras um possível relato

Há falta no toque
Há excesso de vazio no sentir
Na harmonia existencialista da razão há medo
Mas frutíferas águas hão de vir..

...até que não haja ser que se permita estar sozinho.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Pra começar a Fan PAge!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ocaso


Foi um despertar
Teria o por do sol que esperar
Pelo novo dia na mansidão
Esperando da desventura a conclusão
Na paisagem a lacrimar...

De uma esfera a poesia
Das horas feitas mazelas do dia
Era a calma que seguia
E o mundo inteiro a par...

E o adormecer
Quando no dia já era tarde
E o resquício do sol que agora arde
Fez-se na noite a memória daquela tarde...

E o toque da luz na pele
Como quisesse apenas fazer lembrança
De tênue bem aventurança
Permitindo que o tempo congele..

Uma mesma tarde de sol...


Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Glossário:

Ocaso: 1. Desaparecimento do Sol ou de outro astro ao sair do horizonte.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Divinus


Sobre anjos

Seja minha cicatriz
Mostrando a rubra carne de cor tenaz
Caçando minha alma
Um soco em minha mente
Fazendo a reciprocidade eloquente
Um resíduo de minhas inconsequências
O anjo das mazelas e adjacências.

Algo que em mim refaz
Em cores e escolhas o passado jaz
Descobrindo na alma o demônio que há de ver
Conduzindo no corpo a calma onde o pecado há de ser.

Sobre demônios 

Os anjos na fé de cada um
Redescobrindo o calor de seu espírito fecundo
Há uma luz que escolhe estar
Uma luz que se retrata ao diferenciar
Retocar
E reencontrar
Na fé um anjo que demônios esconde
Na contra-fé um demônio que anjos teme.

Algo que no ser contrai
Em cores e escolhas o anjo se esvai
Descobrindo na fé o anjo que há de ser
Conduzindo no corpo o demônio a temer.

Afinal,  anjos e demônios não passam de um mesmo ser.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ar

Paredes
Se fecham em desespero
Um termo
Um grito
Meu corpo inteiro
Em passeio sem freio
Discernido
Exaustão
Sofrido pelo excesso pouco
E a falta do muito
Há mais
do que posso enxergar
do que posso navegar
Mais do que mares
Mais do que pesares
Há o sufoco caótico
O desespero
E o calafrio tenso e vazio
Enquanto sinto o suor se esvair em frio
trêmulo, deixo-me inerte e esguio
e falta-me o básico
de tamanho arfar
falta-me tudo o que preciso
falta-me tudo,
sobra-me o ar.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Aquarela

 Simples como o vento
 Aventura em pensamento
 Em ternura me reinvento
 À simplicidade me atento.

Então modifico a natureza
Brinco com as riquezas da vida
Ao transformar cada novo medo em beleza
E curar cada nova despedida

Realizando intentos
Redescobrindo inventos
Reverberando condoimentos
Realizando contentamentos

Então reescrevo contos perdidos
Roteirizo incredulidades
Reconheço falhas críticas em minhas escrita
Disfarço em beleza minha triste realidade.

O que resta torna-se visível
Aos sábios olhos de cegos por opção
Com minha aquarela de palavras indescritíveis
Pinto verdades na face em versos e orações.

E deixo-me reconhecer apenas por minhas palavras...

Carlos Diego dos Santos Muniz

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Saudades, foi mal a demora. Bjos!

A paz de Jesus e o amor de Maria.
Bjos a todos.
D.

domingo, 24 de novembro de 2013

Renúncia

E quanto ao ser
Ele requer explicação
Ferido sem entonação
Esqueci-me de viver.

Deixei que o tempo viciasse
Que o infortúnio atemporal reiniciasse
E que bocas intrépidas resmungassem.

Foi quando o muito dito tornou-se o acaso
E o acaso se perdeu no descaso
Marcas foram refeitas em plágio
E plágios tornaram-se originalidades em atraso.

O dia-a-dia se interpolou com a irregularidade
Singularidades se tornaram vício irregular
O desconhecido se tornou realidade
E a realidade insistiu em conotar.

O sentimento deixou-se desencontrar
Momentos deixaram de se vivenciar
É assim, numa contrariedade invisível
Que cada ser se sente ao deixar de amar.

Carlos Diego dos Santos Muniz.


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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Contrição

É a parte que mais me dói
E é a parte que mais me cabe
Quando tua viva voz me fala
E a morte do teu ser me invade

A saudade permanece no que é eterno
E o indesejável ser que hoje reside
Lembra-me de que és o assassino frio
De personalidade livre
Que aniquilou o eterno
Que atualizou o perfeito em moderno
E antagonizou o protagonista interno
E que levou a paz...

Para que ela nunca retornasse

E o eterno é o que eu mais teria
Enquanto o amor se acaba em desvalia
E eu o desejo
E eu o quero esquecer...

Meus olhos preenchidos tornam-se tempestade
À simples audição de tua voz atual
E os mesmos olhos fazem fúria em igualdade
Desprezam a visão de tua silhueta marginal

E é a parte que mais me dói...
E é a parte que mais me cabe...

Carlos Diego dos Santos Muniz.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sublime

Fez de mim um clarão
No escuro terminada uma imensidão
Quem era, não vi
Da incomensurável sofreguidão
Determinei uma afeição
Acalorado fascínio
Determinado e renovado
Num indeciso caminho inexplorado retornou
Olhou novamente a luz
E de mim fez nova face.
De sua marca um enlace
E marcou o que já não nasce.
Correu na imensidão
Recriou a mais incoerente emoção
Transcendeu em nuvens na contramão
Em contrapartida recapitulou nova dimensão
Em mim relembrou idades
Reintegrou identidades
Condicionou eternidades
E decifrou-me em inovação.
Fez-se vapor de nuvem indolor
Inigualável ser intangível em dulçor
Trajando vestes cingidas em clamor
E, retornando seu olhar, chorou.
Novamente distanciou
E tomou os braços para si
Tornou-me porta aberta para a alma
Devolveu-me toda a inércia da calma.
Singularizou meu momento
Recolocou em mim suas mãos
Deixou-se ir embora com o vento
Eternizou-se em presente ilustração.

Carlos Diego dos Santos Muniz.





segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Labirinto Vitral

Ele

Você é a poesia que eu quero escrever.
Você é a nostalgia que eu não quero entender.
Você é a parte que eu não quero esquecer.
Você é o local onde meu corpo quer permanecer.

E é assim
Que a vida nos vê
Eu em você
Você em mim
Perdidos estranhos
Num labirinto difuso
Junto a outros estranhos
Vendados ou cegos
E eu não quero sair.

Ela

Você é a cor que eu quero vestir.
Você é a caixa de surpresas que eu preciso abrir.
Você é a atitude que eu não quero discernir.
Você é o pecado do qual não quero me redimir.

E é assim
Que a vida nos vê
Você em mim
Eu em você
Destemidos conhecidos
Num labirinto recluso
Inacessível a conhecidos
Onde tudo é visível
e eu não quero sair.

Eles

Nós somos tudo o que queremos repor.
Nós somos o medo e o desejo querendo se dispor.
Nós somos a diferença e a igualdade que necessitam se transpor.
Nós somos músicos em diferentes ritmos tentando compor.

E é assim
Que a vida nos traz
Um no outro
Escritos em par
Conhecidos desconhecidos
Num labirinto a dois
Observados num depois
Assistindo a vida
E não queremos sair.


Ele/Ela

Ela é o proscênio onde quero me apresentar.
Ele é o parâmetro ao qual quero me equalizar.
Ela é o significado que quero memorizar.
Ele é o verbo carnal que eu necessito conjugar.

E é assim
Que a vida os vê
O outro no um
Desencontrando e encontrando
Visíveis cegos
Num laboratório experimental
Inacessível a temerosos
E, desse labirinto vitral,
não ousam partir...


Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Completamente apaixonado por essas linhas. Espero que vocês gostem.

Bjos a todos!

a paz de Jesus e o amor de Maria sempre!

D.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Ontem

Nas integrações e dissociações
És um anjo indisposto
Tentado e louco
Certo de seu entorno
Tonto a se entregar.

Mas quando do destino vê a ressalva
Se consterna, se acalma
E se põe a desregrar.

Tentação vira loucura
Anjo entoado em amargura
Enjoado da fartura
deixa-se dissimular.

Em sua cláusula morta
Caro anjo bata a porta
Viva com o que mais importa
Ao amanhã deve se prostrar.

E, no cansaço de ter tudo
seu amanhã vira imundo.
Torna-se ontem, anjo vagabundo
É chegada a hora de chorar!

Carlos Diego dos Santos Muniz

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Última poesia escrita antes de "Humania". O que acham?
A paz de Jesus e o amor de Maria Sempre!!

Bjos a todos.

D.

domingo, 13 de outubro de 2013

Ciclo

Então tudo começa.
De uma maneira tudo começa e termina.
Lágrimas são peças-chave.
E a vida fascina.

O que mais falta? 
Talvez atalhos, já que há tantos caminhos..
O que excede?
As margens onde deságua o rio...

Tudo recomeça e tudo se repete
É um fluxo perfeito
Como um espetáculo sem fim
eterno e refeito
espelhado nas margens de mim.

E que, num próximo atalho
Encontremos o que se perde ao trilhar erros.
Que este caminho nos leve a salvo
E que, mesmo imprevisíveis
Possamos chorar lágrimas de grandes feitos.

Para que tudo ainda fascine uma vez mais...

Carlos Diego dos Santos Muniz.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Temporal

Teus braços em meu peito
Frio e estreito
No frio de uma tenra sexta-feira
Que almeja
Os verões indóceis e um dezembro simples
E admites
Que os invernos não são poeira como a beira
E a eira
Das casas nas cascas de um outono lúcido
E lúdico
Nas artes em prosa da chuva que cai no silêncio
Imenso, Inverso
E o tempo corrói todo o vento que vai na janela
E ela
Nos mostra o frio que envolve ao passo que te aqueço no tempo
Reinvento, Relembro
Cada antiga estação renascida em carinho
No ninho preenchidos
De tuas mãos em meu peito em plena e fria sexta-feira
Que almeja, deseja
Que cada novo dia ao teu lado se torne uma era
Quimera
E que dentro de nós floresça sempre uma límpida primavera
E nela
Eu viva do tudo que provém do mundo que é amar...
E ver a chuva cair...

Carlos Diego Muniz.

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Essa poesia já está antiga. Alguns já leram, outros ainda não. Mas estava faltando postá-la no blog. Tem mais algumas coisas, e algumas mudanças vindo por aí.

Obrigado pela leitura, e pela enquete!

Um abraço a todos.
A paz de Jesus e o amor de Maria sempre!

D.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Imersão

Tão oco e tão triste
o vazio insiste
Em mostrar que faz parte
Dentro de mim vira arte.

Na tristeza interior
Arremato o exterior
Desfiguro o correto propulsor
refaço o personagem de mim no ator
Calo o âmago desfigurado e indolor.

E quando olho no espelho
Nada vejo além da alma...

Nada preenche tanto
quando aos poucos me espanto
Em tanta beleza que irradia
Há desprazer e agonia

E quando olho no espelho
Procuro dentro de mim a calma...

Certo de meus medos
Afogado em desespero
Na luta confio em minhas mãos
Ajoelho desesperadamente em oração.

Quando angustiado me ajoelho
Ouço, então, de Deus a fala...

Ao ouvir sua voz
Que preenche a inerte alma
Cubro o medo de esperança
Volto a seguir, confiante, a estrada.

E tudo o que me diz
Dá-me forças para o destino
Sem medo, porém de cautela preenchido
O triste homem torna-se corajoso menino.

Sem estar oco e já não necessariamente triste
Não há vazio que insista
Ao ver que esporadicamente deixa de fazer parte
da esperança que sou em arte.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

sábado, 21 de setembro de 2013

Reconstrução

E lágrimas vão
de jardim de inverno a verão
..de quem são...?
..para onde vão...?

Lágrimas do que já se viu
lágrimas do que já se fez
na poesia de revez
o contra se juntou ao prós
o nosso eu que vira então nós
nas lágrimas do jardim torna-se voz.

Eu clamo pelo dia do sim
somatizo os dias de não
os muros que me sustentam se desfazem
minhas lágrimas e meu ser caem ao chão...


E tudo o que sobra...
é poeira de reconstrução.


Carlos Diego dos Santos Muniz.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Aposento

Há um repente
Consistente
insistente
Na área de mim decadente
Algo dentro de mim que refaz...

Enquanto sou poeira
de dentro de mim mostro a faceta
incrédula
inóspita
de dentro da minha casa a estreita beira...

Um lar refeito
dentro de mim um defeito
Escondido no ar puro rarefeito
e da poeira da vida sinto o efeito.

Incrédulo em mim o receio
Sou como um cômodo vazio e estreito
coberto de poeira trazida pelo vento perfeito
que me cobre de vestimentas do tempo, o esteio.

As bases soberanas que comportam meu ser
na arte profana do lar que desenhei
são profetas questionadores do amanhecer
nas portas e janelas no mar que naveguei...

E eu vejo o tempo passar
Como a poeira do que não há
deixo cada profecia na minha arte falar
E nas linhas das paredes de minha face verdejar...

E, na iminência de um novo inquilino trovador
florescerão novas poesias em amor e desamor
Paredes umidificadas ao brilho retornarão
E a poeira com o vento irá, então...

E serei, então, uma nova morada...

Carlos Diego dos Santos Muniz.
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Às vezes nem eu me entendo...

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre.

A propósito, escrevi ouvindo isso: http://www.youtube.com/watch?v=qycqF1CWcXg

Acho que ler ouvindo fará bem...ou seja, releia, rs

Bjos!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Autorretrato



Qual poeta não é romântico
e não ama nas linhas que redige?
Qual poeta não se estende
e é prolixo na poesia em que reside?

Qual poeta não sente
e reescreve dor e paz em poesia?
Qual poeta não se arrepende
ao perceber em suas linhas o dia-a-dia?

Qual poeta não se perde
ao reler sua intensa paz e sua alegria?
Qual poeta não chora
e sua ao escrever suas humildes linhas?

Qual poeta não se arrepia
quando a junção de palavras se torna verso,
quando versos unidos tornam-se estrofes,
quando próximas estrofes se tornam poesia?

Qual poeta não escuta
ao ler palavras mudas?
Qual poeta não proclama
em versos estáticos tudo aquilo que mais ama?

Qual poeta não vive
tudo aquilo que transcreve?
Qual poeta não se redime
em perdão poético que não se mede?

E, ao fim, qual poeta não morre
num último verso fatal?
Nos resquícios de sua poesia
torna-se, pois, figura imortal...

Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Acho que sou um poeta nas linhas da vida. E é exatamente assim que me sinto.

Uma singela homenagem aos meus amigos poetas, em especial pro Caio Cardoso Tardelli, e meu mais novo Márcio Nunes!

Caio, sabe que vc é grande!
Márcio, não precisava agradecer, a gente tem muita estrada pra seguir ainda! E a gente se ajuda!
Forte abraço a todos!

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sequência

I- Atos

Na opaca parte
Prazer narrado em arte
Despudorada tentação
Ancorada imensidão
toca-te
toca-me
Comovendo-te na pele
Imerge
Insere
E transfere o que me falta em tese
No prazer
No gemer
No ato despudorado de se ter
Há o que falta
E sobra
Em teu corpo meu corpo se desdobra
E no prazer, amor...

II- Fatos

O carinho, a candura
A imensidão na água que corre em ternura
No teu corpo o laço
Na sutileza em que lavamos nosso abraço
Em teu carinho me refaço
Em teu sorriso me retrato
Vivendo nosso amor em fatos
Deixando água correr em nosso espaço
E a paz transpassando nosso relato
De um amor consumado em dois atos...


Carlos Diego dos Santos Muniz.


domingo, 25 de agosto de 2013

Cianureto

"Desde que o retorno é pouso
E a revolta segura
guardo-te, pois, em minha alma
Pretejo-te em minha armadura"

Na esfera do teu passado
um mar de incandescência
Escondido recluso em sua candura
Deturpado em condescendência.

E se há culpa em tua culpa
se há lacres em teu véu
Cubras teu rosto com farta ternura
Disfarces teu veneno em mel.

Com teu olhar que tudo acalma
e internamente fulmina a alma
Toque com leveza o estar
E com carinho volte a maltratar.

Ah...

Há tanto ódio em tanta paz
Tanto amor que se desfaz
E na moldura que desenhas
A cruel verdade traz.

E se há culpa em tua culpa
se há falácias em teu verso
Reescreva tua poesia de vida
em narrativas sem progresso.

Desde que o retorno é pouco
E a revolta traz redenção
Tua alma se corrói em arrependimento
Nunca encontrarás perdão...

E o veneno que hoje levas
Bebes em gotas na contramão...

Carlos Diego dos Santos Muniz.


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Comentem comentem!





segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Eloquência

Há tanto no pouco
que o muito se esquece
de quem pouco tem
e muito vê...

E no muito se acha o pouco
na retórica se acha o louco
A medida se faz ferida
a tortura se faz saída..

Muito dá suas mãos ao pouco
pouco acaricia o muito

Ambos percorrem a estrada do nada
em direção a um tudo que não há de se deixar encontrar...

Carlos Diego dos Santos Muniz.


Brincando de poesia no facebook...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Uma vitória poética

 Por favor cliquem: Poesia no Museu Imperial

Obrigado a todos por fazerem parte disso!

MEUS CAROS AMIGOS/LEITORES

Acidentalmente, no dia 03 de agosto, no museu imperial de petrópolis fui assistir a um sarau. Era uma peça teatral com poesias e fui convidado a ler uma poesia dentro da peça. Ao fim, a personagem da princesa Isabel perguntou se eu lia/escrevia poesias, pois havia lido com muito sentimento. Respondi que sim e ela perguntou se eu compartilharia com eles uma poesia minha. E assim aconteceu, li Scenarium, a poesia que mais amo dentre as dezenas que já escrevi. O teatro estava cheio e fui aplaudido. Um ápice poético na minha vida. Um momento que nunca vou esquecer. Estava muito nervoso, gaguejei, chorei, me perdoem. Estou feliz demais por essa realização. Que venham outras para o pequeno poeta perdido.

Para quem nunca leu: Scenarium

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Grito


Lástima

O que nos tornamos, amor sincero?
A falta, a traça, o poder do esmero
sentados na praça
um amor de raça
em marca
em traça...

O que nos tornamos?

Uma lástima inferior
O que não se esperava
O que não se tratava
O que não se dizia
Tudo que se evitava.

Nos tornamos?!
O que somos?
Somos nada além de lástimas
Mazelas escarnecidas num entorno de falácias
E percorridos pelo sangue pútrido de veias infladas
Esquecidos à deriva de uma praia plácida...


Paz

E o que se faz da paz?
onde está a paz?
O que significa paz?
Deixar-te pois, num leva e traz?

Entrega-te ao que te serve
Esqueça-me no que te mede.
Embeba-te em teu lixo pútrido
E cala-te ao som de escárnio estúpido.

Já não sei quem sois
Já não sei quem fomos
A paz que deixamos
tornou-se inferno, danos.

Um grito de paz
E o inferno se revolta
Na menção de teu nome
Todo retrocesso é uma escolta;

Fim

Entenda que o fim
é o início para mim.
E finda-te do que sentes...

Mentes como a peste
Estúpido mendaz
Não conheces tua própria alma
Esquecestes do que falava a ti mesmo tua calma.

De meu começo, de minha estrada
eu cuido como minha morada.
E tú, ser digno de condoimento
encontre tua rota, teu alento.

Deixe-me em paz em minha ausência de sofrimento...
...sofra em paz em tua deliberação.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Desabafo
Joguei.

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!

D. M.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Fuga


Na fé comovido
Aturdido pensamento
Os olhos escondidos
Visto nos meus, se atrevendo

No medo, teu chamado
Minha ida, uma aventura
Tua presença inigualável
Intangível tua doçura.

No dia tua distância
Na noite tua presença
Aquilo que fora apenas nosso
Transformou-se, porém, em ausência.

E de tudo me recordo...

Teu olhar, teu falar
E teu toque, imaginar...
Teu beijar, teu abraçar
Teus sentidos aguçar...

Ser teu homem, ser teu rosto
teu compreendido pressuposto
Em tua vinda, tua ida
deveras arde como ferida.

A fuga nossa será nos dias
O tempo ilude como alento
Tripudiamos em nossa falta
Resgatamos sentimento

Na espera interminável
Guardo em mim tua memória
Acredito que nesta fuga
Residem as primeiras linhas de uma história...

Escrita a dois pares de mãos...

Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Nada a acrescentar. Apenas isso.

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!

bjos.

D.

sábado, 20 de julho de 2013

Socapa

Um tapa
Um abraço
Corte e recrie um laço.

Um sorriso
Um desapego
Aquilo que se encontra em desespero.

Quando sou
Quando não sou
Como saber, por detrás dá máscara, como estou?

Numa mão o carinho
Na outra o punhal
Aquilo que te fere com sorriso marginal.

E, mais do que de repente
Pura e simplesmente
Tudo isso tem um fim.

Máscaras iminentes
pura e simplesmente
aguardam ansiosas para que seja assim.

Máscaras não são amigas nem mesmo daqueles que as vestem...

Carlos Diego dos Santos Muniz.

Feliz dia do "amigo"! =D
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Feliz dia do amigo.
Para quem não entende o título :http://www.dicio.com.br/socapa/

terça-feira, 16 de julho de 2013

Scrittore

Segura em minhas mãos
Do início guarda o fim
Como em linha de artesão
Salva a arte que há em mim

E da vida que se encerra
Há muito que se inicia
A cada porta que fechasse
Nova porta se abriria

É o fim do início, ciclo
Finda a trilha, indolor
Ao crer que nada sei, habito
Em falas idealizadas pelo criador...

A vida é uma arte
Deus guarda as chaves de início e final
Corações puros são parte de sua obra prima
Antagonistas provocam o desfecho magistral

E no caractere de sua fala
Chora, sorri, clama e implora
Ao escritor maior que revise
O que já fora estabelecido outrora

E, ao fim do espetáculo
Ao fecharem as cortinas
Fica a margem de um sorriso
Nascimento que fascina

E no ciclo do escritor, estamos
Perfeitos pontos em linhas tortas pelo artesão
Seu amor denotado em difícil entendimento
E seu abraço em cada frase de oração.

E toda nossa vida faz sentido...


Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Esse foi de presente para Karine Belo, que leu em primeira mão, digitado no Whatsapp! =D

Beijos a todos, sempre!

A paz de Jesus e o amor de Maria!

D.M.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Imóbile

O silêncio
O ardor
Certos riscos esculpidos
Numa estátua de pudor

Ah, quem dera o tempo
Fosse em risco, em senso
Não marcas do vento
Nas linhas de pele do escultor...

"A cria de mim
Decerto sobrepõe o criador
Na pele dura e fria de mim
Escorre em marcas de tinta o rubor..."

Ah, quem dera a hora
Fosse da arte senhora
No imóvel âmago do ser criado, pois
Agora
O que restam são horas
Do silêncio, do ardor, da aurora.

"Dos riscos esculpidos
Do sensível eu invadido
Móbiles insanos dentro de um frio coração partido."

E o tempo corre
E o criador morre
A criatura eternamente é exibida, pois, ao fim
da galeria de sentimento carmesim...

Até que não haja mais o tempo...

Carlos Diego dos Santos Muniz.


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"Oh, nobre senhor de mim
Não deixe que me afaste da poesia"

A poesia é uma eterna nostalgia.

De mim o centro e as alegrias!

Desculpa a demora, pessoal! Adoro vcs!

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Via Crucis Infernalis

Na Peleja
Almeja
Enseja
Desterro
Um aterro
O morto num enterro
Certa dor
No ardor
Cerra o punho
Credor
Devedor
Chora o escárnio desamor
Cala.
                                                         ...silêncio.
Sente
Teme
Bate na alma.
Geme.
A dor clama piedade.
O peso sem idade.
Grita
Fere
Machuca, marca
Ríspida crueldade
A aguda dor se torna opaca
Teme.
                                                      ...medo.
Dor
Apenas dor.
E o fim do que se instalou
No princípio que o encarnou.
Marca o passo que restou.
Nada
Por vezes nada.
Desencarnou em uma estrada.
Alma morta, madrugada.
No inferno faz morada...


Carlos Diego dos Santos Muniz

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Vai lá, briguem, me julguem, tamo junto, hehehe
Beijos, pessoas!

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Duo



No presente, temor
Na dormência, torpor
A alegria do meu ego em desamor
no superego reativado e indolor.

O choque do eu escondido
Na palavra do outro eu difundido
Habitando dois em um, aturdido
Como em luta, um vilão e um bandido.

No ego-eu.
No alter ego-tu.
Escondido em nós.
No torpor dos nós.
Gritos surdos ecoando sem voz.
Rechaçados em dívidas de contra e prós.

"Falo a ti e ao que sentes
com desprezo proeminente.
Em minha palavra iminente
Traço golpes certeiros em tua mente."

" Mente minha, mente insana
mente tua e leviana
enquanto feres minha pele,
Em tua alma a dor inflama."

E na senil luta travada
Uma dança representavam
Duas mentes entrelaçadas
Um dueto em um só corpo relembravam...

Como poderia, indago,
O "tu" vencer o "eu" ao fim?
Da minha mazela não há retorno
Extermino ambas as partes de mim...

E vivo com o nada que me resta...
...ou morro com o muito que não me cabe.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Scenarium


Caso falte alegria
Num raiar de farto dia
Repleto da nostalgia
deverás, pois, divagar...

E, no muito que te sobra
No palco que o acomoda
Da cortina puxe a corda
Para com o pouco se deparar...

E se não há noção no pouco
Por que há de ser tão louco
E na loucura se encontrar...?

Quando na esfera do sufoco
Há malícia no contorno.
A carícia do entorno
Há de vir a prosperar...

Em seu quarto encenado
A duras penas adornado
na loucura acomodado
Choras, pois, a soluçar...

Sem saída em seu ato
Em beco opaco e inabitado
O louco parte desregrado
Põe-se, então, a caminhar...

A loucura de seu pouco
Pelo palco do muito envolto
Faz dele então egoísta solto
Na trilha do que já não há...

E, ao olhar para trás, chora
Pede perdão aos céus, ora
Pelo cenário que outrora
Pôs-se livre a adornar...

Segue em frente, indiferente
Na estrada um indigente
Caminhando solenemente
A novas decepções encontrar...

E o proscênio reluzente
Guarda móveis reticentes
Da memória adjacente
Do que não há de voltar...

Carlos Diego dos Santos Muniz.
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=D

Feliz no palco da minha vida.

domingo, 2 de junho de 2013

Instinto


Que a mais bela poesia
seja escrita ao que não pertence a ti.
E que na esperança fugidia
venha o beijo que o leva a discernir.

Entre o correto e a razão.
Entre o eterno e o princípio.
Entre o furto e o encontro.
Entre a falta e o resquício.

E na incerteza de minha solidão
ecoam as palavras substanciais.
Do teu intocável estar na prontidão
e do todo que minha imagem lhe traz.

Do toque, incerteza;
da voz, sutileza;
Da imagem, beleza;
do âmago, natureza.

A razão já não basta
O instinto não se cala
E nesta noite, na escura sombra
Meu corpo no seu há de perder a fala.

E serei teu sem que de mim nada reste...
...e teu toque será meu, sem que de ti nada falte.

Carlos Diego dos Santos Muniz

terça-feira, 28 de maio de 2013

Inspiração



Nade em minhas águas, poeta
em visceral tentação que há de vir.
Trate de encontrar-se, poeta
e em minha pele deixe-se agredir.

Perca-se em mim, maestro
e redescubra em si mesmo a ilusão.
Edifica o teu ser, maestro
cubra teu corpo de tenra proteção.

E, ao fim do torpor, nobre poeta
acalme-se, pois, na escuridão.
Desafia teu ego, nobre poeta
atormente-se na majestosa imensidão.

De mim...

Afogue-se em meu mar, poeta
e reviva, na alma, o destino.
Reescreva tuas linhas, maestro
reencontre outra vez o menino.

Em minhas linhas recrie, artista
cada verso de tua proteção.
Faça de mim tua obra prima, artista
reinvente-me, pois, com perfeição.

E esqueça-te de quem sou...
...ao mostrar-me como não fui.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Então!
Não estou mais demorando pra postar. Não sei o que está acontecendo, mas estou com um furor poético extremo!
Preciso agradecer a algumas pessoas por serem amigos tão grandes além de leitores dedicados na minha brincadeira poética-boba:

*Karine- você tem sido um anjo, obrigado por sempre estar aqui!

*Cris Cardoso- Suas palavras me motivam em cada linha. Mesmo sendo um pouco relapso, você me perdoa? Acredito que posso conseguir SIM, aquilo que você tanto diz pra que eu faça. Só espera mais um pouquinho porque preciso amadurecer um pouco mais as ideias.

*Jefferson- todo te adoro é pouco!

*Ceiça Muniz- não há mulher mais bela do que a minha mãe, minha musa! Te amo!

Beijos a todos

A paz de Jesus e o amor de Maria!


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Artifícios



Atar-te-ei a meus nós
do laço levo-te ao pó.
Do pó levo-te a mim
do sim deixo-te, pois, só.

Elevo o teu ser
tua alma, teu viver.
Do céu de poeira que posso ter
ao inferno carnal que podemos ser.

Pintei quadros, pois, de laços
de fartura, teus espaços
de teu corpo em meus abraços
de tua silhueta pintei traços.

E em ti segurar-me.
A tuas mãos, então, atar-me.
No toque intenso de tua parte
em teu prazer provei ser arte.

Na arte, teu artista
a expressão fora intimista.
Do teu artista, uma arte.
Da contracapa, o teu encarte.

Atar-te-ei a meu pincel.
Da pintura elevo-te ao céu.
Do céu levo-te a mim.
Da tua arte prevalece o sim.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

terça-feira, 14 de maio de 2013

O retorno do Anjo de Luz

Poesia em 3 atos

O reencontro

Novamente vi seus olhos
Toquei levemente sua mão
Escondi-me na penumbra
Revivi sua canção.

Um choro calmo, canto escuro
reviveu o que houve em mim.
Todo o eu outrora inseguro
reviveu em tua face, arlequim.

O sono

Me disseste tanta beleza
num real, repentino instante.
Naquela noite de belas palavras
Se dera o retorno de um anjo errante.

E, mesmo sem que percebeste
ao teu lado me escondi
E, ao fechares teus lindos olhos
tornei-me um novo anjo a sorrir.

Fui a luz para teu sono
Adormecestes em minha mão.
Do teu rosto, o meu carinho.
De ninar, tua canção.

Retornei ao meu recanto.
Adormeci na escuridão.
Deixada a luz para teus braços
restara o afeto em minhas mãos.

O despertar

Guarde em ti a minha luz
Leve contigo em sua distância
serei teu anjo de luz para a vida
Estarei ao seu lado, trarei esperança.

E eu meu solitário lugar
restará de tua presença o mistério
Não importa onde tu estejas
serei sempre teu anjo mais velho.

Tua luz para o adormecer...
Teu sorriso para o despertar...

Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Meus caros, desculpe mais uma vez a demora. Tem sido bem difícil postar as vezes. Hoje mesmo to ocupado, mas precisei fazer isso. Tava pulsando dentro de mim, nem dava pra esperar.

Beijos grandes a todos.
A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!

Amo vocês!

Diego Muniz.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ausência

O nome de tudo
na imensidão do mundo
recriou meu ser.
Me refez desnudo.

A partir do ter
Eu não pude mais negar
Que o que outrora me foi dado
pôde então me confortar.

E as horas, tristes horas.
Falecidas palavras senhoras.
De mim um ser, de ti um estar.
Do meu pecador, o teu sonhar.

E as águas do meu torpor
águas vindas do criador
do meu eu imaginário
se encontravam então no amor.

O amor que eu já não tinha.
Da água que me perpassava.
Conforme o frio me consumia.
e na rua eu caminhava.

Pelas horas, tristes horas.
Minutos sem palavras, sem horas.
De mim um ser, de ti um olhar.
Da minha boca, o seu arfar.

E o meu fim, o teu início
teu passado, teu resquício.
Se fundiu em minha guia
Reencontrava, então, minha trilha.

E, no fim, as águas claras
desta chuva que me abraça
purificam minha alegria
modificam o que de mim restara...

...das horas, tristes horas.
Que eu passara chorando lá fora.
Onde o meu mundo desconstruíra como outrora.
E a ausência de mim fora embora.

Para nunca mais retornar...

Carlos Diego dos Santos Muniz.

Sem mais...

terça-feira, 16 de abril de 2013

Firmamento




Uma luz me mostrou
o céu e o infinito.
Nos momentos do meu dia
um sorriso foi escondido.

E eu corri junto às estrelas.
Mergulhei por sobre o céu.
No claro âmago de meu berço infinito
sonhei asas de papel.
E voei...

O céu por sobre o céu
opaco estava quando o invadi.
Pus adornos, contas de estrelas.
Sua face negra pude colorir.

E eu nadei junto às estrelas.
Mergulhei por todo o céu.
Na profunda cripta de meu sentimento obtuso
Vi emoções criadas em pincel.
E chorei...

E eu voltei então ao solo.
Mergulhei em meus lençóis.
De volta ao aconchego de meu berço infinito
pude ouvir, do céu, a voz.

Chamava-me de volta.
Magnetismo entorpecente.
Minhas asas se fizeram marcas
De um futuro incoerente.

Abertos os olhos, vi estrelas.
Regressei ao meu lugar.
Despi-me das asas de papel;
já podia, sem ajuda, voar.

Segurei na mão de meu pai.
Meu ímã, meu Deus, que disse:
"Ouviste meu chamado, meu filho.
Amor maior que o meu não existe."

                                          "E, ao lado de meu pai, eternamente senti a paz..."


                                                                                  Carlos Diego dos Santos Muniz.


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Pra clarear os dias.

Beijos grandes e afáveis em todos.

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!

Diego.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O suicídio da alma



Morte
Uma morte
Duas mortes, uma sorte
O fio do meu ser se fez num corte.
                                                        Eu a cortei...    

Da carne
Um filme
Do artifício tão sublime
Da sorte em meu pudor se fez um crime.
                                                              Eu a matei...

Faca
A arma opaca
Um suspiro, então, retrata
Do corte em sua pele vi a marca.
                                                              Eu a ceguei...

Medo
Um feitio
O calor imerso em tanto frio
Sangue seco em minhas mãos no fim tardio.
                                                              Eu a temi...

Corda
A alma torta
Presa numa forca então denota
O suicídio do assassino em sua porta.
                                                               Eu a vingarei...

Mãos
Fora sangue puro em vão?
Mato para ter sua vida, então
Após sua morte pude ver, então, razão.
                                                             Eu a entendi...

Outra morte
Um outro dia de sorte
Seus últimos suspiros um esporte
Mal posso esperar por mais um corte.
                                                             Eu as levarei...  


                 " Relatos e um assassino após seu primeiro grande feito."

                                                                                     Carlos Diego dos Santos Muniz.
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Essa coisa de ver "The Following" sempre causa esse tipo de inspiração literária, ahaha.
Pessoal, aqui vai mais um. Há anos não escrevo sobre esse tema. Morte. Então, depois que vi tanta gente morrendo em the following, não tive como não fazê-lo. Espero que curtam. Me senti de novo nos meus 16/17 anos quando as minhas poesias falavam sempre sobre isso. De repente até faço uma reedição de alguma delas aqui, quem sabe....

Fiquem com Deus, forte abraço a todos.

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!

^^

domingo, 24 de março de 2013

A poesia de nós



Em mim...


Havia um risco
na linha imaginária
Um inciso
na regra inacabada

Havia um grito
na agonia sufocada
Um resquício
da poeira acumulada

Nos colchões
Nos lençóis
Onde estivemos a sós
Na poeira 
da lareira
E do fogo dentro de nós.

Havia um livro
na estante empoeirada
Um verso escrito
em sua alma conturbada.

Havia um silvo
No silêncio que abrigava
Um sigilo
na mentira que narrava.

Do fim
do estopim
de nosso grande pequeno jardim
Da escada
iluminada.
Do caminho que houve em mim.

Em ti...

Havia uma estrada
que abrigava a madrugada.
Houve uma história
esquecida na memória.

Havia um pacto
esquecido num retrato.
Havia uma carta
esquecida e inesperada.

Mas o deserto,
tão certo.
A flecha no meu meu peito aberto.
De ti inteiro
o centeio.
A minha morte, o meu receio.

Nós...

Houve uma promessa
esquecida em tanta pressa.
Uma vontade
Trouxera infelicidade.

De ti.
De mim.
Dos nós internos dos quais fugi.
Da mente.
Da chama.
Quando de dois um não mais ama.

E percebe-se, então
que nós cegos na imensidão
são caminhos obscuros
perpetuados por tentação.

E o nós
composto de ti e de mim
transformou-se em nostalgia.
Encontrou, então, seu fim.

Carlos Diego dos Santos Muniz.


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Por favor, preciso que comentem, meus lindos!
Escrever de novo me faz bem.

Cardoso Tardelli: vê a pontuação pra mim, please?
Diego Coelho: rimas, melhor?

A paz de Jesus e o amor de Maria a todos!

Beijos.




sexta-feira, 8 de março de 2013

Revertere Scriptoris


Era uma vida
Eram palavras perdidas
Num repente esquecidas
Unidas um verso são.

Cria da mais pura nostalgia
Uma febre em seu corpo ardia
A cada nova palavra que surgia
Lhe causava amor e tensão.

Trêmulo, suado, jazia
O poeta esquecido na via
Das idas e vindas sabia
E encontrava em versos sua razão.

E no verso que o poeta escrevia
Em sua razão que novamente sentia
Cores novas habitavam sua vida
E uma nova flor via, então.

No alívio das horas dizia
Como que para si mesmo, num sorriso pedia
Oh,  nobre senhor de mim
Não deixe que me afaste da poesia...

Carlos Diego dos Santos Muniz

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Não sei se sou bom nisso. Faz tempo que nada escrevo. Duvido muito se devia.
Mas se sou bom ou não, isso já não importa, faço aqui o retorno do pequeno poeta. Aquele que muito disse e em pouca escrita, mas que muita verdade fez alegria, e de muita tristeza fabricou poesia.

Um beijo a todos. Comentem, please?

A paz de Jesus e o amor de Maria.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dias



Antes repetições
Filmes
Miragens
Tudo que se pôde ver
Tudo o que  não se quis ter

Eram dias secos
Eram dias vazios
Uma outra perspectiva  em versões
de poesias e versos mau escritos.

Então certos momentos
de instantes os alentos
Nossos sonhos, sentimentos
Se criam num instante
Onde sequer se aguarda, se espera
onde a tristeza no dia impera.

Eram dias secos
Eram dias vazios
Um dia após o outro em versões
de versos e dias mau escritos.

Um último dia incompleto
No qual um primeiro coração se preenche
Um dia divertido, ainda vazio
Fecha a imensidão escura do frio.

Eram dias secos
Eram dias vazios
Um dia após o outro em versões
de dias e atos mau escritos.

Uma noite, uma manhã uma tarde
um sítio, uma festa, uma cama
Uma brincadeira, uma barca, um ônibus
Eram as nuvens com a chuva e a chama.

Umedeciam os dias secos.
Deram esperança a dias vazios.
Um após o outro em versões
do duas noites em pensamentos bem escritos.

Uma frase, duas vírgulas, reticências
Um telefonema, meia hora, a madrugada
Preocupação, medo, determinação
A certeza na incerteza do sim.

Dias já não secos.
Dias já não vazios.
Um dia após o outro em versões
De um roteiro finalmente bem redigido.

Uma rodoviária, um cinema, um corredor.
Um beijo, um pedido, um amor.
O início dos dias do escritor.
O início dos dias do professor.
O início dos dias dos nós.

Um mês, três meses, sete meses.
Um noivado, uma viagem, o choro.
A saudade, o retorno, doze meses.
E os dias se tornam meses...
E os meses se tornam anos...

Antes repetições
Filmes
Miragens
Depois tudo o que se esperava.

As linhas do tempo nos dias.
Dos dias se fizeram histórias.
Os sorrisos na tela da linha
do tempo que se guarda da memória.



Dias ainda não vividos
Dias que ainda virão
Um após o outro en versões
de páginasdo romance no qual hoje habito.
...
Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Obrigado pelos meus Dias. Obrigado pelo meu sonho. Obrigado pelo meu presente.
Feliz aniversário, que Deus te abençoe  em todos os dias de nossas vidas.
Eu te amo, mais do que tudo.

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Este poema é uma obra inacabada. A condução dele se deve a Deus e somente a ele. Que ele possa sempre ser a base que sustenta tudo aquilo de mais belo em nossos dias. Obrigado por todos os dias, meu Deus!

Diego Muniz.



Ouvindo:http://www.youtube.com/watch?v=_EK454EUN5Q&feature=fvst











terça-feira, 12 de julho de 2011

Escrito tempo


É um dia
uma tarde
uma hora
um verso minuto

Do universo
nosso verso
nossa carta
nossa arma
escrita toda ela em prosa
dita em tua boca sem palavra

Fazer de ti meu verbo
conjugar-te sem perdão
De ti um nosso verso decerto
é repleto do teu afeto
preenchido com meu gesto
todo em forma de canção

de verso a canção
da manhã à tarde, então
Do sentimento amor
de verbos os minutos versos são.

E tu és minhas horas em verbos
de ações conjugadas com os corpos em fervor
e o prazer temporário se faz eterno
num minuto verbal de prosa em amor.

Carlos Diego dos Santos Muniz

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Tento tempo, tanto tempo...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A dança

Eu visto
Dispo
E em minha marca eu insisto
Não há guardas nos portões
E nos portos da vida a guarda me avisa
que eu dispo e visto a máscara da brisa
E minha invisível face se faz vento em ferida.

Minha face feita de marcas
E as cicatrizes feitas de farpas
das minhas raras palavras tão caras
que foram esquecidas como poeira em seco chão

E troco minha margem de expressão
de cada segundo numa fração
E de troco levo o sopro
do vento que refaz então meu rosto
E minha regra se faz excessão.


Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Desculpe a demora.

By the way- feliz ano novo.