quinta-feira, 27 de junho de 2013

Via Crucis Infernalis

Na Peleja
Almeja
Enseja
Desterro
Um aterro
O morto num enterro
Certa dor
No ardor
Cerra o punho
Credor
Devedor
Chora o escárnio desamor
Cala.
                                                         ...silêncio.
Sente
Teme
Bate na alma.
Geme.
A dor clama piedade.
O peso sem idade.
Grita
Fere
Machuca, marca
Ríspida crueldade
A aguda dor se torna opaca
Teme.
                                                      ...medo.
Dor
Apenas dor.
E o fim do que se instalou
No princípio que o encarnou.
Marca o passo que restou.
Nada
Por vezes nada.
Desencarnou em uma estrada.
Alma morta, madrugada.
No inferno faz morada...


Carlos Diego dos Santos Muniz

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Vai lá, briguem, me julguem, tamo junto, hehehe
Beijos, pessoas!

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!


3 comentários:

  1. Deprê. Muito deprê. Não gostei mesmo não >.<
    rsrsrs
    Mas por incrivel que pareça esse trecho me chamou atenção:
    "Nada
    Por vezes nada.
    Desencarnou em uma estrada.
    Alma morta, madrugada.
    No inferno faz morada..."

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  2. Mt sofrimento nesse poema.

    mas gostei das palavras.

    abraços!

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