
Pego a estrada
Com minha sacola de pedras rachadas
Colhidas de hora em hora
Partida e chegada
Assim como a dor dentro de mim...
Coleciono impérios
O sentimento solidificado em metafórico minério
Vivido de hora em hora
Sorridente e sério
Assim como a solidão dentro de mim...
Costuro retalhos
De pedra em pano, sentimento em frangalhos
Em linhas de hora em hora
Manequim e espantalho
Assim como a vitrine dentro de mim...
Pinto Quadros
Exibo-os na estrada de desérticos naufrágios
Em pincéis de hora em hora
Concreto e abstrato
Assim como a mancha que se fez em mim...
Encontro um espelho desconexo
Vejo pedras, retalhos, quadros desfeitos, meu reflexo
Polido de hora em hora
Quebrado e perplexo
Assim como cacos despedaçados dentro de mim...
Sigo a estrada
Redescubro meu viver em meio ao nada
Reaprendo de hora em hora
Sem temer a madrugada
Sorrindo lembranças mantidas dentro de mim...
E abro os braços ao destino que há de vir...
Carlos Diego dos Santos Muniz
Com sempre...
ResponderExcluirCheio de inspiração!
Belíssimo.
F-A-B-U-L-O-S-O!
ResponderExcluirBom filho à casa retorna! Fantástico como vc é transparente! Espero que doravante, como diz o velho poeta, nada o faça parar de escrever suas mal traçadas linhas! Parabéns!
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