Pedia-te"Não deixe-me à deriva"
Parecia ela uma musa do mar
À deriva de seu próprio barco a naufragar
Quem era?
Quem poderia ser?
Pedia ao som das águas, seu arfar
Seu tom cor-de-vento cinza a lacrimar
E a música da musa, a mulher acalentar.
Como se fosse da tempestade sereia
Clara como seca areia
Era ela a musa da tempestade alheia
E seu capitão ela poderia levar a naufragar
Pedia-lhe
"Não deixe-me naufragar..."
Via o vento como sua pele a encontrar
E a tripulação a sua beleza invejar
Era a musa do vento do mar
E seus sentimentos marujos da vida no oceano
Deixavam medo e vento a lutar.
Até que seu capitão voltasse.
De um mergulho num oceano novo sem fim.
A mulher, a musa, a rainha-sereia a chorar.
Observando a areia do tempo nas águas a passar
Entendendo que o mar era então seu eterno lar de cor marfim...
Pediu-lhe
"Não me deixes afogar.."
Mas o silêncio das águas foi tudo o que a cercou.
E tornou-se a eterna poesia singular daquele imenso mar...
Carlos Diego dos Santos Muniz
Linda Poesia!! Parabéns Diego!
ResponderExcluirComo você melhora a cada dia, amigo!
ResponderExcluir