sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A dança

Eu visto
Dispo
E em minha marca eu insisto
Não há guardas nos portões
E nos portos da vida a guarda me avisa
que eu dispo e visto a máscara da brisa
E minha invisível face se faz vento em ferida.

Minha face feita de marcas
E as cicatrizes feitas de farpas
das minhas raras palavras tão caras
que foram esquecidas como poeira em seco chão

E troco minha margem de expressão
de cada segundo numa fração
E de troco levo o sopro
do vento que refaz então meu rosto
E minha regra se faz excessão.


Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Desculpe a demora.

By the way- feliz ano novo.








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