quarta-feira, 10 de julho de 2013

Imóbile

O silêncio
O ardor
Certos riscos esculpidos
Numa estátua de pudor

Ah, quem dera o tempo
Fosse em risco, em senso
Não marcas do vento
Nas linhas de pele do escultor...

"A cria de mim
Decerto sobrepõe o criador
Na pele dura e fria de mim
Escorre em marcas de tinta o rubor..."

Ah, quem dera a hora
Fosse da arte senhora
No imóvel âmago do ser criado, pois
Agora
O que restam são horas
Do silêncio, do ardor, da aurora.

"Dos riscos esculpidos
Do sensível eu invadido
Móbiles insanos dentro de um frio coração partido."

E o tempo corre
E o criador morre
A criatura eternamente é exibida, pois, ao fim
da galeria de sentimento carmesim...

Até que não haja mais o tempo...

Carlos Diego dos Santos Muniz.


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"Oh, nobre senhor de mim
Não deixe que me afaste da poesia"

A poesia é uma eterna nostalgia.

De mim o centro e as alegrias!

Desculpa a demora, pessoal! Adoro vcs!

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!



7 comentários:

  1. Tô apaixonada ! Que poesia maravilhosa, parabéns

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  2. acho que o problema tava em mim, porque eu li de novo agora e achei beeem melhor. Devia ser o sono. rs
    Fiquei uns minutos tentando escolher a parte que mais gostei, mas nao consegui. Entao, ah vc ja sabe.
    Eu adoro oq vc escreve. ;)

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  3. Até que não haja mais o tempo...
    ...mas ficará os momentos, os sentimentos, as boas lembranças!..

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Profundo!

    Vontade enorme de ler o blog inteiro, mas como prometi um dia que não leria... ^^

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  6. Amigo poeta, linda poesia. Demorou, mas caprichou. Continue assim. Bjs.

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