terça-feira, 28 de maio de 2013

Inspiração



Nade em minhas águas, poeta
em visceral tentação que há de vir.
Trate de encontrar-se, poeta
e em minha pele deixe-se agredir.

Perca-se em mim, maestro
e redescubra em si mesmo a ilusão.
Edifica o teu ser, maestro
cubra teu corpo de tenra proteção.

E, ao fim do torpor, nobre poeta
acalme-se, pois, na escuridão.
Desafia teu ego, nobre poeta
atormente-se na majestosa imensidão.

De mim...

Afogue-se em meu mar, poeta
e reviva, na alma, o destino.
Reescreva tuas linhas, maestro
reencontre outra vez o menino.

Em minhas linhas recrie, artista
cada verso de tua proteção.
Faça de mim tua obra prima, artista
reinvente-me, pois, com perfeição.

E esqueça-te de quem sou...
...ao mostrar-me como não fui.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Então!
Não estou mais demorando pra postar. Não sei o que está acontecendo, mas estou com um furor poético extremo!
Preciso agradecer a algumas pessoas por serem amigos tão grandes além de leitores dedicados na minha brincadeira poética-boba:

*Karine- você tem sido um anjo, obrigado por sempre estar aqui!

*Cris Cardoso- Suas palavras me motivam em cada linha. Mesmo sendo um pouco relapso, você me perdoa? Acredito que posso conseguir SIM, aquilo que você tanto diz pra que eu faça. Só espera mais um pouquinho porque preciso amadurecer um pouco mais as ideias.

*Jefferson- todo te adoro é pouco!

*Ceiça Muniz- não há mulher mais bela do que a minha mãe, minha musa! Te amo!

Beijos a todos

A paz de Jesus e o amor de Maria!


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Artifícios



Atar-te-ei a meus nós
do laço levo-te ao pó.
Do pó levo-te a mim
do sim deixo-te, pois, só.

Elevo o teu ser
tua alma, teu viver.
Do céu de poeira que posso ter
ao inferno carnal que podemos ser.

Pintei quadros, pois, de laços
de fartura, teus espaços
de teu corpo em meus abraços
de tua silhueta pintei traços.

E em ti segurar-me.
A tuas mãos, então, atar-me.
No toque intenso de tua parte
em teu prazer provei ser arte.

Na arte, teu artista
a expressão fora intimista.
Do teu artista, uma arte.
Da contracapa, o teu encarte.

Atar-te-ei a meu pincel.
Da pintura elevo-te ao céu.
Do céu levo-te a mim.
Da tua arte prevalece o sim.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

terça-feira, 14 de maio de 2013

O retorno do Anjo de Luz

Poesia em 3 atos

O reencontro

Novamente vi seus olhos
Toquei levemente sua mão
Escondi-me na penumbra
Revivi sua canção.

Um choro calmo, canto escuro
reviveu o que houve em mim.
Todo o eu outrora inseguro
reviveu em tua face, arlequim.

O sono

Me disseste tanta beleza
num real, repentino instante.
Naquela noite de belas palavras
Se dera o retorno de um anjo errante.

E, mesmo sem que percebeste
ao teu lado me escondi
E, ao fechares teus lindos olhos
tornei-me um novo anjo a sorrir.

Fui a luz para teu sono
Adormecestes em minha mão.
Do teu rosto, o meu carinho.
De ninar, tua canção.

Retornei ao meu recanto.
Adormeci na escuridão.
Deixada a luz para teus braços
restara o afeto em minhas mãos.

O despertar

Guarde em ti a minha luz
Leve contigo em sua distância
serei teu anjo de luz para a vida
Estarei ao seu lado, trarei esperança.

E eu meu solitário lugar
restará de tua presença o mistério
Não importa onde tu estejas
serei sempre teu anjo mais velho.

Tua luz para o adormecer...
Teu sorriso para o despertar...

Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Meus caros, desculpe mais uma vez a demora. Tem sido bem difícil postar as vezes. Hoje mesmo to ocupado, mas precisei fazer isso. Tava pulsando dentro de mim, nem dava pra esperar.

Beijos grandes a todos.
A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!

Amo vocês!

Diego Muniz.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ausência

O nome de tudo
na imensidão do mundo
recriou meu ser.
Me refez desnudo.

A partir do ter
Eu não pude mais negar
Que o que outrora me foi dado
pôde então me confortar.

E as horas, tristes horas.
Falecidas palavras senhoras.
De mim um ser, de ti um estar.
Do meu pecador, o teu sonhar.

E as águas do meu torpor
águas vindas do criador
do meu eu imaginário
se encontravam então no amor.

O amor que eu já não tinha.
Da água que me perpassava.
Conforme o frio me consumia.
e na rua eu caminhava.

Pelas horas, tristes horas.
Minutos sem palavras, sem horas.
De mim um ser, de ti um olhar.
Da minha boca, o seu arfar.

E o meu fim, o teu início
teu passado, teu resquício.
Se fundiu em minha guia
Reencontrava, então, minha trilha.

E, no fim, as águas claras
desta chuva que me abraça
purificam minha alegria
modificam o que de mim restara...

...das horas, tristes horas.
Que eu passara chorando lá fora.
Onde o meu mundo desconstruíra como outrora.
E a ausência de mim fora embora.

Para nunca mais retornar...

Carlos Diego dos Santos Muniz.

Sem mais...