terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ar

Paredes
Se fecham em desespero
Um termo
Um grito
Meu corpo inteiro
Em passeio sem freio
Discernido
Exaustão
Sofrido pelo excesso pouco
E a falta do muito
Há mais
do que posso enxergar
do que posso navegar
Mais do que mares
Mais do que pesares
Há o sufoco caótico
O desespero
E o calafrio tenso e vazio
Enquanto sinto o suor se esvair em frio
trêmulo, deixo-me inerte e esguio
e falta-me o básico
de tamanho arfar
falta-me tudo o que preciso
falta-me tudo,
sobra-me o ar.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Aquarela

 Simples como o vento
 Aventura em pensamento
 Em ternura me reinvento
 À simplicidade me atento.

Então modifico a natureza
Brinco com as riquezas da vida
Ao transformar cada novo medo em beleza
E curar cada nova despedida

Realizando intentos
Redescobrindo inventos
Reverberando condoimentos
Realizando contentamentos

Então reescrevo contos perdidos
Roteirizo incredulidades
Reconheço falhas críticas em minhas escrita
Disfarço em beleza minha triste realidade.

O que resta torna-se visível
Aos sábios olhos de cegos por opção
Com minha aquarela de palavras indescritíveis
Pinto verdades na face em versos e orações.

E deixo-me reconhecer apenas por minhas palavras...

Carlos Diego dos Santos Muniz

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Saudades, foi mal a demora. Bjos!

A paz de Jesus e o amor de Maria.
Bjos a todos.
D.