Tão oco e tão tristeo vazio insiste
Em mostrar que faz parte
Dentro de mim vira arte.
Na tristeza interior
Arremato o exterior
Desfiguro o correto propulsor
refaço o personagem de mim no ator
Calo o âmago desfigurado e indolor.
E quando olho no espelho
Nada vejo além da alma...
Nada preenche tanto
quando aos poucos me espanto
Em tanta beleza que irradia
Há desprazer e agonia
E quando olho no espelho
Procuro dentro de mim a calma...
Certo de meus medos
Afogado em desespero
Na luta confio em minhas mãos
Ajoelho desesperadamente em oração.
Quando angustiado me ajoelho
Ouço, então, de Deus a fala...
Ao ouvir sua voz
Que preenche a inerte alma
Cubro o medo de esperança
Volto a seguir, confiante, a estrada.
E tudo o que me diz
Dá-me forças para o destino
Sem medo, porém de cautela preenchido
O triste homem torna-se corajoso menino.
Sem estar oco e já não necessariamente triste
Não há vazio que insista
Ao ver que esporadicamente deixa de fazer parte
da esperança que sou em arte.
Carlos Diego dos Santos Muniz.



