
I- O pintor
Nas mãos, linhas
Linhas em vão
Aquilo que pinto
Ao pintar, pois, habito
Em restos de tinta em seco chão.
II- À musa
Sou criador, és criatura
Sensório e memorial
Compositor e partitura
Abstrata arte residual.
O que te conto da minha arte senhora e desigual?
Sou morte, sou música
Sou pintura desigual
És vida, és surda
Meu quadro conceitual.
O que te mostro de minha arte sem hora e factual?
És a musa nua e crua
Em pele rubra tecidual
Sou a sombra obscura
Da pintura habitual
O que te escondo em minha arte desnuda e radical?
Sou cadáver, és minha musa.
És divina, sou marginal
Sou pintor, és a pintura
Da memória sensorial.
A que te remeto em minha arte cruel e magistral?
III- O Juiz
Verba interficere!
O advento da musa cor
Da memória, triste sabor
Na arte profana, um trovador
A ti jamais há de haver louvor!
Verba Moriatur!
Da tua arte, há um senhor.
Da tua memória, um detentor.
Teu riso torto, escarnecedor.
Exiba teu rosto, não vá se opor!
IV- O corpo
Nas mãos tintas
Pintou em vão.
O que criou
Ao terminar, pois, desencarnou
Do pintor e de sua musa
restou apenas uma alusão:
"Sangue rubro em forma de tinta
Espalhado em seco chão..."
Carlos Diego dos Santos Muniz.
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Weird, to ligado!
Eu e minhas esquisitices.
Espero que, quem possa ler, goste.
A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre.
D.
Sem palavras! Você é ímpar! Adorei!
ResponderExcluirVc sempre superando as expectativas.
ResponderExcluirParabéns!
Vc sempre superando as expectativas.
ResponderExcluirParabéns!