domingo, 24 de novembro de 2013

Renúncia

E quanto ao ser
Ele requer explicação
Ferido sem entonação
Esqueci-me de viver.

Deixei que o tempo viciasse
Que o infortúnio atemporal reiniciasse
E que bocas intrépidas resmungassem.

Foi quando o muito dito tornou-se o acaso
E o acaso se perdeu no descaso
Marcas foram refeitas em plágio
E plágios tornaram-se originalidades em atraso.

O dia-a-dia se interpolou com a irregularidade
Singularidades se tornaram vício irregular
O desconhecido se tornou realidade
E a realidade insistiu em conotar.

O sentimento deixou-se desencontrar
Momentos deixaram de se vivenciar
É assim, numa contrariedade invisível
Que cada ser se sente ao deixar de amar.

Carlos Diego dos Santos Muniz.


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6 comentários:

  1. Muito linda, meus parabens!

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  2. Verdade!! Mas renunciar às vezes é preciso princip. qd os sentimentos não são recíproco...até mesmo por um grande amor!! Parabéns mais uma vez!! Bjs

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  3. Concordo com a Cátia. É difícil renunciar, muitas vezes lutamos contra isso, porém as vezes é o melhor ser feito. Mais uma vez palmas pra vc e pela última estrofe. Bjs.

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  4. Ser sábio é fundamental! Lindo demais, amigo!

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