
No presente, temor
Na dormência, torpor
A alegria do meu ego em desamor
no superego reativado e indolor.
O choque do eu escondido
Na palavra do outro eu difundido
Habitando dois em um, aturdido
Como em luta, um vilão e um bandido.
No ego-eu.
No alter ego-tu.
Escondido em nós.
No torpor dos nós.
Gritos surdos ecoando sem voz.
Rechaçados em dívidas de contra e prós.
"Falo a ti e ao que sentes
com desprezo proeminente.
Em minha palavra iminente
Traço golpes certeiros em tua mente."
" Mente minha, mente insana
mente tua e leviana
enquanto feres minha pele,
Em tua alma a dor inflama."
E na senil luta travada
Uma dança representavam
Duas mentes entrelaçadas
Um dueto em um só corpo relembravam...
Como poderia, indago,
O "tu" vencer o "eu" ao fim?
Da minha mazela não há retorno
Extermino ambas as partes de mim...
E vivo com o nada que me resta...
...ou morro com o muito que não me cabe.
Carlos Diego dos Santos Muniz.
" Mente minha, mente insana
ResponderExcluirmente tua e leviana
enquanto feres minha pele,
Em tua alma a dor inflama."
...então, vc disse: - To escrevendo um poema q não tem nada haver comogo! Sei...rs.
Lindo demais!
Comigo*
ResponderExcluirMeu amigo, a cada dia nos presenteando!
ResponderExcluirComo poderia, indago,
O "tu" vencer o "eu ao fim?
Da minha mazela não há retorno
Extermino ambas as partes de mim...
Perfeito!
Tão melancólico quanto eu. O ultimo verso ganhou o poema.
ResponderExcluirKeep writing ever!
Rafael Abrão
ResponderExcluirE esse conflito que me mata!! hehehe
Lindo demais cara....
Poesia à moda augusto dos anjos?
ResponderExcluirMaravilhoso! Fico impressionada com o seu talento, cada vez mais.
ResponderExcluirMe identifiquei com a poesia do início ao fim.!
ResponderExcluirAdorável Diego.
Abraço.
Simplesmente sensacional.
ResponderExcluirNo pouco que já li, já é visível seu talento.
Quem diria que um homem dos números renderia-se ao mundo das letras. O humano unido ao exato.
E que venha logo esse livro...
:O speachless
ResponderExcluirQuem foi o anônimo? hehehe
ResponderExcluirMuito melancólico, mas , como sempre, feérico no singular ato de escrever com alma e coração! Beijos de luz, meu amigo iluminado!
ResponderExcluirRealmente você tem o talento para a coisa, nunca deixe de escrever e por favor lance logo um livro com seus poemas, aposto que pelo menos 12 edições já estão garantidas de serem compradas.
ResponderExcluirNão pare, não deixe seu talento escapar, nem todos tem o dom da palavra e bom, todos podemos ver que você é um desses que possui.
Só passei aqui pra te elogiar mesmo, haha, continue escrevendo!