Puseram-no ao centroTodas as vozes
Falando ao Eco
Da alma o assombro desperto.
Faziam do pobre o comum
Num prostíbulo literário absorto e senil
Das palavras trágicas a insensatas
O esterco da poesia servil.
Ao ouvir o coral aclamar:
"PARVO"
Ao som de parvo
Ressoava o bravo
E o poeta debutava o aclamar.
Palavras em vão
Vento puro literário como água em seco chão
E o poeta agonizava no ardor de sua mansão
Ao ouvir o coral aclamar:
"INSÂNIA"
O desespero
Da poesia a falta do medo
E a ousadia dos abutres a gritar:
"DESVARIO"
Tratava-se se de um puro, trivial trovador
A aclamar poesias em desatino,desespero e ardor.
Ouvindo vozes-reflexos de seus pensamentos
Da retórica-poesia atirado ao centro
E ouvindo vozes cafetinas da língua ao relento
Deitava-se, nu, prostrado ao seu intento
E ouvia o coral de abutres a conclamar:
"FRÍVOLO"
Amargura ansiava pelo fim
Dos versos incertos e incestuosos arfando em si
A nudez de sua pele a gritar
A vingança por vil momento a pulsar
Sujo pela alma que doía a lacrimar
Saía de si o grito que na alma deveria pulsar
E seu grito maior que a alma, aos abutres direcionar
E demônios expulsar
Enquanto sua única voz ressoava às faces a observar:
"Tolos, todos vós
Frios e servis
À vingança da poesia suja da minh'alma clara há de vir
No advento de tua desgraça, minha poesia há de persistir
E, no que me desnudam, hoje, hei de arrastá-los a não existir"
E, por uma eternidade efêmera, houve silêncio na sala"
Continua...
Carlos Diego dos Santos Muniz.
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E ae, o que acham?
Bjos.