E chove por sobre mim...Não é a primeira chuva
Mas dói, latente e difusa
que sequer como explicar hei de saber.
É uma trilha para os dias de sol
A chuva-dor que antecede o arrebol
Da noite em que meu peito cessará de arder.
Não dobro meus joelhos à dor
Ergo meu peito, encho-me de amor
E sigo a cada gota d'água enfrentar.
Que seja breve esta água turva
E como a dor difusa, tão profunda chuva
Não demores a passar.
Para o advento dos primeiros raios de sol...
Carlos Diego dos Santos Muniz.
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Escrito numa segunda-feira ensolarada.
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