terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ar

Paredes
Se fecham em desespero
Um termo
Um grito
Meu corpo inteiro
Em passeio sem freio
Discernido
Exaustão
Sofrido pelo excesso pouco
E a falta do muito
Há mais
do que posso enxergar
do que posso navegar
Mais do que mares
Mais do que pesares
Há o sufoco caótico
O desespero
E o calafrio tenso e vazio
Enquanto sinto o suor se esvair em frio
trêmulo, deixo-me inerte e esguio
e falta-me o básico
de tamanho arfar
falta-me tudo o que preciso
falta-me tudo,
sobra-me o ar.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

10 comentários:

  1. Como sempre...
    Grande mensagem!!!
    Parabéns...

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  2. Faça do ar que te sobra um escudo e chame a água, chame a Terra, chame o Fogo e lute em busca do que te falta!!!
    Mais uma vez, lindo poema transparente!..
    Te amo filho!!!

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  3. Cara,parabéns!!!!!!
    A cada dia tenho mais orgulho de vc.
    Linda mensagem.
    Te amo!!!!

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  4. Desespero nunca! Devemos manter a calma para que possamos enxergar o que necessitamos.
    Belíssima poesia, é possível até criar a imagem dessa pessoa. Bjs.

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  5. Diego, sou fã de sua poesia. A cada dia você me surpreende. Parabéns! Bjs, Yone

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  6. Por mais que venham o sufoco, desespero e calafrio, sabes que depois SEMPRE irá vir alívio, o descanso e a paz.

    Seu coração é grande e lindo demais para ficar vazio. E o ar que sobras é do mesmo tamanho que o amor que tens.

    As vezes gritar faz bem, aprendi isso aos 14 anos e até hoje tento me lembrar dessa terapia. Rs

    Por fim, lindo poema! Rs =)

    Beijos, beijos.

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  7. Noosa Diego, como sempre, linda poesia!!
    Identifiquei-me mto com essa poesia...
    ..Estou passando por essa fase de desespero..rs
    Mas td tem seu tempo e seu pq...nada é perene!!
    Bjs e Parabéns..adoro ler suas poesias!!!

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