sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Contrição

É a parte que mais me dói
E é a parte que mais me cabe
Quando tua viva voz me fala
E a morte do teu ser me invade

A saudade permanece no que é eterno
E o indesejável ser que hoje reside
Lembra-me de que és o assassino frio
De personalidade livre
Que aniquilou o eterno
Que atualizou o perfeito em moderno
E antagonizou o protagonista interno
E que levou a paz...

Para que ela nunca retornasse

E o eterno é o que eu mais teria
Enquanto o amor se acaba em desvalia
E eu o desejo
E eu o quero esquecer...

Meus olhos preenchidos tornam-se tempestade
À simples audição de tua voz atual
E os mesmos olhos fazem fúria em igualdade
Desprezam a visão de tua silhueta marginal

E é a parte que mais me dói...
E é a parte que mais me cabe...

Carlos Diego dos Santos Muniz.

4 comentários:

  1. "Saudade permanece no que é eterno..." A mais pura verdade. "E o eterno é o que eu mais queria" Vc me emocionou. Perfeita. Bjs, amigo poeta.

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  2. Saudade às vezes é ruim, mas significa que algo valeu a pena!! Linda poesia!! bjs

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  3. "A saudade permanece no que é eterno"... Perfeito demais, amigo Diego! Beijos de luz!

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  4. Do começo ao fim ... muito linda.

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