terça-feira, 16 de abril de 2013

Firmamento




Uma luz me mostrou
o céu e o infinito.
Nos momentos do meu dia
um sorriso foi escondido.

E eu corri junto às estrelas.
Mergulhei por sobre o céu.
No claro âmago de meu berço infinito
sonhei asas de papel.
E voei...

O céu por sobre o céu
opaco estava quando o invadi.
Pus adornos, contas de estrelas.
Sua face negra pude colorir.

E eu nadei junto às estrelas.
Mergulhei por todo o céu.
Na profunda cripta de meu sentimento obtuso
Vi emoções criadas em pincel.
E chorei...

E eu voltei então ao solo.
Mergulhei em meus lençóis.
De volta ao aconchego de meu berço infinito
pude ouvir, do céu, a voz.

Chamava-me de volta.
Magnetismo entorpecente.
Minhas asas se fizeram marcas
De um futuro incoerente.

Abertos os olhos, vi estrelas.
Regressei ao meu lugar.
Despi-me das asas de papel;
já podia, sem ajuda, voar.

Segurei na mão de meu pai.
Meu ímã, meu Deus, que disse:
"Ouviste meu chamado, meu filho.
Amor maior que o meu não existe."

                                          "E, ao lado de meu pai, eternamente senti a paz..."


                                                                                  Carlos Diego dos Santos Muniz.


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Pra clarear os dias.

Beijos grandes e afáveis em todos.

A paz de Jesus e o amor de Maria, sempre!

Diego.

14 comentários:

  1. Meus parabéns. Seu estro e sua musicalidade estão melhorando a cada poema. Grande abraço!

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  2. Mas gnt, ficou lindo o poema Diego
    mt bom!

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  3. Achei muito coincidente o uso da palavra firmamento, já que eu tinha usado há tão recente! hahaha Maravilhoso. Acho que a imagem casou bastante. A imagem deu origem ao poema ou é só personificação?

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  4. Muito bonita! Parabéns! ;) <3

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  5. Fiquei literalmente emocionada, amigo!Voei sem asas! Muito orgulho de você!

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  6. Serei redundante, mas realmente é lindo. Cada rima, cada versinho... cara, incrivel mesmo!!!

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  7. Legal o poema, Carlão! ;)

    Ela me fez lembrar daquela canção, Aquarela.

    Abçs

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  8. Voei também, que linda viagem. Acho que deviar publicar. Meu amigo poeta.

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