quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cinzas


Eram as cinzas da semana
o pouco que restara
que da saudade se dissipara
E o resto do dia pôs-se, então, a viver

A amargura então se instala
A tristeza então cessara
Por si só a saudade já falava
A queria apascentar-se na alegria do ser

Eram as cinzas dos segundos
Da magia que se dissipara
Do relogio que já não pára
E das idas e vindas em busca de crer

O baú repleto de restos
em fragmentos de tempos indigestos
Estava salvo em terra macia e clara
Pois suas horas nenhum homem poderia ver

Nos minutos os segundos
Deste tempo que cessou
Seu baú já enterrara
Por sob a terra esconde o não sofrer

Havia uma nova caixa rara
Para ofuturo que então restara
E as bhoras que esperara
A fizeram então entender

Que as cinzas do tempo que derramara
Que as horas que chorara
Eram justas provações
Para que grande pudesse vir a ser.

Carlos Diego dos Santos Muniz.

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Voltei a minha antiga mania de poesia com pouca ou nenhuma rima. Espero que ainda agrade. Desde o ano passado que nada escrevia assim. Espero que apreciem.

Beijos a todos.

6 comentários:

  1. Vou virar assassino de sentimentos...
    A "saudade" já ta me dando nos nervos... ¬¬

    ahuahuaa

    Adorei esse!
    Não sei... tem um ar exótico, mais ameno.
    Muito bom!

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  2. Provações são as estrelinhas de luz que cultivamos através dos nossos encontros e desencontros pela vida, na fantástica viagem que nossa alma faz pela felicidade ilimitada.
    Identifiquei - me muito com este, amigo!Feérico!

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  3. é.. dizem que a esperança é a última que morre...
    :)

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  4. gostei moço. Poesia sem rima imã dos corações...
    Cada palavra vibra faz sentir o mundo ...

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  5. ''Que as cinzas do tempo que derramara
    Que as horas que chorara
    Eram justas provações
    Para que grande pudesse vir a ser.''

    a mais pura verdade

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