segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sequência

I- Atos

Na opaca parte
Prazer narrado em arte
Despudorada tentação
Ancorada imensidão
toca-te
toca-me
Comovendo-te na pele
Imerge
Insere
E transfere o que me falta em tese
No prazer
No gemer
No ato despudorado de se ter
Há o que falta
E sobra
Em teu corpo meu corpo se desdobra
E no prazer, amor...

II- Fatos

O carinho, a candura
A imensidão na água que corre em ternura
No teu corpo o laço
Na sutileza em que lavamos nosso abraço
Em teu carinho me refaço
Em teu sorriso me retrato
Vivendo nosso amor em fatos
Deixando água correr em nosso espaço
E a paz transpassando nosso relato
De um amor consumado em dois atos...


Carlos Diego dos Santos Muniz.


6 comentários:

  1. Excelente Diego. Você é um matemático da poesia. Em outras palavras, você calcula bem as palavras a serem escritas ou ditas e chegam a um resultado correto. Parabéns !

    ResponderExcluir
  2. Concordo com o Rodrigo. Sabes calcular as palavras tão certinhas que ao final sempre acerta a equação. Parabéns amigo poeta. Bjs.

    ResponderExcluir
  3. O que é isso, hein, amigo?! Você está cada dia mais genial! Operação livro já, eu apoio!
    Beijos de luz e boas vibrações sempre!

    ResponderExcluir
  4. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  5. Sabe quando somente um palavrão define? Estou me sentindo exatamente assim. hahahha
    nem quero comentar sobre esta poesia...
    ;)

    ResponderExcluir
  6. Essa poesia expressa a definição do amor..simples assim!! Parabéns!!

    ResponderExcluir