Tão oco e tão tristeo vazio insiste
Em mostrar que faz parte
Dentro de mim vira arte.
Na tristeza interior
Arremato o exterior
Desfiguro o correto propulsor
refaço o personagem de mim no ator
Calo o âmago desfigurado e indolor.
E quando olho no espelho
Nada vejo além da alma...
Nada preenche tanto
quando aos poucos me espanto
Em tanta beleza que irradia
Há desprazer e agonia
E quando olho no espelho
Procuro dentro de mim a calma...
Certo de meus medos
Afogado em desespero
Na luta confio em minhas mãos
Ajoelho desesperadamente em oração.
Quando angustiado me ajoelho
Ouço, então, de Deus a fala...
Ao ouvir sua voz
Que preenche a inerte alma
Cubro o medo de esperança
Volto a seguir, confiante, a estrada.
E tudo o que me diz
Dá-me forças para o destino
Sem medo, porém de cautela preenchido
O triste homem torna-se corajoso menino.
Sem estar oco e já não necessariamente triste
Não há vazio que insista
Ao ver que esporadicamente deixa de fazer parte
da esperança que sou em arte.
Carlos Diego dos Santos Muniz.
Que lindo, gente... Da parte em que "Deus fala" a poesia fica perfeita!!!
ResponderExcluirMuito bonita mesmo. Siga sempre adiante, poeta.
;)
Diego, show de bola!
ResponderExcluirMuito emocionante mesmo! É isso aí! Transforme sempre a força que Deus nos dá (dom) em belas palavras a nos emocionar.
Já ouvi muitas pessoas me dizerem que eu tenho dom de escrever, com palavras bonitas e muito emocionantes, mas lendo suas poesias tenho a certeza de que isso sim é um dom! E você usufrui dele da melhor forma! Awesome! I just loved it! ;)
ResponderExcluirAmigo Diego, você me surpreende a cada dia... Feérico! Beijos de luz!
ResponderExcluirNem preciso dizer TODAS as vezes de que és fantástico, não é? Já sabe disso. rs
ResponderExcluirE nossa! Eu lendo e várias imagens vindo em minha cabeça ajudando a interpretar. Muito bom Diego, adorei!
Caaaara sempre fantastico, cada vez que leio, viajo novamente e entendo cada vez mais! Já te disse que era seu fã, agora só que mais! Abraço!
ResponderExcluirNossa, maravilhosa. Deus, inspira mesmo e qd nos permitimos ouvi-lo é isso mesmo q acontece. Descreveu lindamente. Bjs, amigo poeta.
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