"Desde que o retorno é pousoE a revolta segura
guardo-te, pois, em minha alma
Pretejo-te em minha armadura"
Na esfera do teu passado
um mar de incandescência
Escondido recluso em sua candura
Deturpado em condescendência.
E se há culpa em tua culpa
se há lacres em teu véu
Cubras teu rosto com farta ternura
Disfarces teu veneno em mel.
Com teu olhar que tudo acalma
e internamente fulmina a alma
Toque com leveza o estar
E com carinho volte a maltratar.
Ah...
Há tanto ódio em tanta paz
Tanto amor que se desfaz
E na moldura que desenhas
A cruel verdade traz.
E se há culpa em tua culpa
se há falácias em teu verso
Reescreva tua poesia de vida
em narrativas sem progresso.
Desde que o retorno é pouco
E a revolta traz redenção
Tua alma se corrói em arrependimento
Nunca encontrarás perdão...
E o veneno que hoje levas
Bebes em gotas na contramão...
Carlos Diego dos Santos Muniz.
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Comentem comentem!
Deus, nem sei o que dizer...
ResponderExcluirMuito meu essa poesia, muito o que venho sentindo, é engraçado sentir algo e ver traduzido em palavras!!!
Fiquei ser ar!!!
Parabéns!!!
Disfarces teu veneno em mel..'
ResponderExcluirAdorei!!! Meu poeta preferido. ♥
...E o veneno que hoje levas
ResponderExcluirBebes em gotas na contramão...
Sábias palavras meu menino poeta!*
Perfeito. Amei a sexta estrofe. Meu amigo poeta!
ResponderExcluirMais uma poesia feérica para o livro! Ueba! Como estou feliz por você, amigo Diego! Beijos de luz e boas vibrações sempre!
ResponderExcluir"Com teu olhar que tudo acalma
ResponderExcluire internamente fulmina a alma
Toque com leveza o estar
E com carinho volte a maltratar.
[...]
E se há culpa em tua culpa
se há falácias em teu verso
Reescreva tua poesia de vida
em narrativas sem progresso."
Descreveu o que sinto por um tal ai no momento. haha Adorei! ^^'