
Foi o silêncio que o acordou
A falta da fala que o alarmou
O fatídico feixe da luz do luar que penetra
E sua alma tão triste, subitamente desperta
As lembranças vagueiam pela noite magistral
E as lágrimas percorrem seu rosto desigual
É uma dádiva perdida, jóia descomunal
Aquele belo jovem, retido em pesar espiritual
Seu motivos obscuros escritos nas paredes
Suas razões esquecidas jogadas ao mar
Suas palavras caídas como gotas de chuva
E as verdades como enchente que só ela pode causar
Naquela noite outra vez
Estava então ele desperto
Sozinho então na sombra da noite
Em reino vazio seu medo é certo.
Compele sua ordem
tecendo em si mesmo a dor
Espelhando a quatro ventos
poemas em desamor
Redes cobrindo-se influentes
nas questões sem alguma razão
Assassinando sutilmente
tudo de si que se faz bom
Conforme as gotas em sua janela
lhe molham os lábios sem perdão
E enfeitam as palavras nas paredes
Criando o senil cenário da solidão
E ele adormece, belo jovem
Esperando que seu porto o busque sem rancor
Que faça dele novo príncipe no castelo que reinou
E, cure, então, eternamente a tristeza que restou
E leve, então, permanentemente, a tristeza interior.
Carlos Diego dos Santos Muniz.
----------------------------------------xxxxxxxxxxxxx---------------------------
Boa leitura meus queridos amigos e leitores. Que a semana seja repleta de felicidades para todos
Muito bom, tem um grande talento, nunca deixe de escrever. :)
ResponderExcluirAbraçoo !
Que triste... tadinho dele.. rs
ResponderExcluiramei!
:) gostei desse.. mas pq sempre triste?
ResponderExcluirOutra poesia legal. Mas eu concordo com o Pavlo. Por que sempre triste? .-.
ResponderExcluirGeralmente pensamos que a tristeza é algo ruim, mas aprendi que ela nos molda e nos fortalece.
ResponderExcluirApenas com os fracassos e derrotas (muitas vezes precisamos de várias) que conseguimos aprender uma lição.
Como disse certa vez o mestre Lord Byron, "Tristeza é saber.".
Agora sobre o texto, gostei muito, de verdade.
Por vezes me senti perdido na leitura, divagando; Mas logo me encontrava, e me via retratado em certos versos como, por exemplo, em "Que faça dele novo príncipe no castelo que reinou".
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEnquanto lia mais uma de seus poesias, Digo, tocava aqui a música q deixo abaixo... Fica como link das tantas solidões e sofrimentos contemporâneos q enfrentamos cotidianamente! E q, mesmo assim, ainda encontramos nossas saídas!
ResponderExcluir"Quando eu me vi perdido
Meu peito gemedor
Bateu, gemeu ferido
Sofrido, doído, desenganou
Chorei na beira
Do mais cruel precipício
Olha, pelo visto
Eu ia me acabar
Mas você ia passando
Estendeu a sua mão
Pelas ruas de São Paulo
Você foi meu agasalho
Naquele dia de cão"
Você é fantasticamente singular!
ResponderExcluirBeijos de muita luz para você, querido amigo!
Sempre me deixa arrepiado com isso...
ResponderExcluirComo Sempre PERFECT!
Já está ficando chato...rsrsrsrs
ResponderExcluirTodas as vezes um lindo poema, triste, mas lindo.
emocionate.... muito bom mas muito triste
ResponderExcluir