
Foi o silêncio que o acordouA falta da fala que o alarmou
O fatídico feixe da luz do luar que penetra
E sua alma tão triste, subitamente desperta
As lembranças vagueiam pela noite magistral
E as lágrimas percorrem seu rosto desigual
É uma dádiva perdida, jóia descomunal
Aquele belo jovem, retido em pesar espiritual
Seu motivos obscuros escritos nas paredes
Suas razões esquecidas jogadas ao mar
Suas palavras caídas como gotas de chuva
E as verdades como enchente que só ela pode causar
Naquela noite outra vez
Estava então ele desperto
Sozinho então na sombra da noite
Em reino vazio seu medo é certo.
Compele sua ordem
tecendo em si mesmo a dor
Espelhando a quatro ventos
poemas em desamor
Redes cobrindo-se influentes
nas questões sem alguma razão
Assassinando sutilmente
tudo de si que se faz bom
Conforme as gotas em sua janela
lhe molham os lábios sem perdão
E enfeitam as palavras nas paredes
Criando o senil cenário da solidão
E ele adormece, belo jovem
Esperando que seu porto o busque sem rancor
Que faça dele novo príncipe no castelo que reinou
E, cure, então, eternamente a tristeza que restou
E leve, então, permanentemente, a tristeza interior.
Carlos Diego dos Santos Muniz.
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Boa leitura meus queridos amigos e leitores. Que a semana seja repleta de felicidades para todos